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Os caminhoneiros decidiram desistir da greve prevista para esta semana após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar, na quinta-feira (19), uma medida provisória que endurece as regras do frete e amplia a proteção à categoria. A iniciativa atende à principal reivindicação dos profissionais, que pediam a revisão dos valores pagos diante do aumento dos custos, especialmente do diesel.
Em Santa Catarina, o movimento foi oficialmente desmobilizado no mesmo dia. A confirmação veio do presidente da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), Sérgio Pereira, que destacou os avanços obtidos após anos de negociação.
Segundo ele, a decisão tem efeito imediato e representa uma conquista importante para a categoria. Apesar disso, os caminhoneiros permanecem em estado de alerta, aguardando a implementação completa das medidas.
Entre os principais pontos da medida provisória está o reforço na fiscalização do piso mínimo do frete. Empresas que pagarem abaixo da tabela poderão ser multadas, e o descumprimento das regras deve ser combatido com mais rigor.
Outro avanço é a obrigatoriedade do uso do Sistema de Informações de Operações de Transporte (SIOT). A partir de agora, nenhuma carga poderá ser transportada sem registro, e operações com valores abaixo do mínimo serão automaticamente bloqueadas pelo sistema.
A mobilização dos caminhoneiros foi motivada, principalmente, pela alta no preço do diesel, que chegou a cerca de R$ 6,80 nos últimos dias. O aumento está relacionado ao cenário internacional, com reflexos do conflito no Oriente Médio, que impactou diretamente os combustíveis.
Além da medida provisória, o governo federal também publicou o Decreto nº 12.883/2026, que estabelece novas diretrizes para a definição do preço de referência do diesel, com o objetivo de reduzir os impactos das variações no mercado.
Mesmo com o fim da paralisação, a categoria reforça que seguirá acompanhando as decisões do governo e cobrando novas melhorias para o setor.
Foto: Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasi