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Polícia Civil nega pedidos da defesa e marca novo depoimento de médico envolvido na morte de mãe e bebê

A investigação sobre a morte de Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, e de sua filha, ocorridas no final de semana de Páscoa após quatro passagens pelo Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, entra em uma fase decisiva. Nesta terça-feira (28), o novo delegado responsável pelo caso, Aderlan Camargo, negou uma série de pedidos de diligência feitos pela defesa do último médico que atendeu a gestante.

Esta é a terceira vez que o depoimento do profissional é reagendado. Após faltar aos chamados de 17 e 22 de abril, a defesa apresentou um documento de 57 páginas solicitando novas medidas protocolares. O delegado indeferiu todos os pedidos e determinou que o médico se explique nesta quinta-feira (30). O profissional segue afastado de suas funções no hospital desde o início das apurações.

Um laudo da Polícia Científica, baseado nos prontuários médicos, já apontou falhas críticas em dois dos quatro atendimentos prestados à jovem no hospital de Indaial. De acordo com o inquérito:

  • Maria Luiza deveria ter sido internada já na segunda visita, quando seus exames mostraram queda de plaquetas em uma gestação de alto risco devido a diabetes gestacional;

  • No terceiro atendimento, a paciente foi medicada e liberada sem a realização de novos exames, apesar da persistência das dores;

  • O diagnóstico de dengue hemorrágica só foi confirmado após a transferência para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde mãe e filha não resistiram.

O caso sofreu mudanças administrativas recentes. O delegado Ícaro Malveira foi transferido para Navegantes, e a responsabilidade passou para o delegado Aderlan Camargo. Paralelamente, o CRM-SC abriu uma sindicância para apurar a conduta ética dos médicos envolvidos.

Foto: redes sociais

Redação Cultura FM | Julian Vilvert




29/04/2026 – Cultura FM

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