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Operação Mensageiro prendeu 15 prefeitos e outros agentes públicos em SC

A operação Mensageiro, que cumpre mandados contra políticos e servidores de prefeituras em diversas regiões de Santa Catarina, investiga um escândalo de corrupção envolvendo desvio de verbas públicas nas áreas de coleta de lixo e saneamento.

A investigação identificou que uma empresa catarinense foi responsável por pagar propina para agentes públicos no estado para ter acesso a licitações.

Os prefeitos detidos desta fase são:

  • Prefeito de Massaranduba, Armindo Sesar Tassi (MDB);
  • Prefeito de Três Barras, Luiz Divonsir Shimoguiri (PSD);
  • Prefeito de Ibirama, Adriano Poffo (MDB);
  • Prefeito de Imaruí, Patrick Corrêa (Republicanos);
  • Prefeito de Corupá, Luiz Carlos Tamanini (MDB);
  • Prefeito de Major Vieira, Adilson Lisczkovski (Patriota);
  • Prefeito de Bela Vista do Toldo, Alfredo Cezar Dreher (Podemos);
  • Prefeito de Schroeder, Felipe Voigt (MDB)

O secretário municipal de administração de Ibirama, Fábio Fusinato, também foi preso e passará por uma audiência de custódia durante esta tarde, em Florianópolis.

Deflagrada em 6 de dezembro de 2022, a operação entrou para a 4ª fase nesta quinta-feira (27), com a prisão de oito prefeitos, além de outros agentes políticos e servidores municipais. Desde o início das ações,15 chefes de executivo municipais já foram detidos.

A nova fase corre em segredo de justiça, por determinação legal.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou na manhã de quinta-feira que, desde a primeira fase da operação, foram cumpridos 196 mandados de busca e apreensão e 40 mandados de prisão preventiva.

O epicentro da investigação é a empresa Serrana Engenharia, que atua na área de engenharia sanitária e ambiental em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo a apuração, um empresário seria o responsável pela interlocução com agentes públicos para a negociação de propina.

Esse “mensageiro” não trabalharia mais na empresa há 10 anos, mas fazia o papel de interlocutor com os agentes públicos.

O empresário entregaria dinheiro aos agentes públicos e também apresentaria aos políticos prévias de editais para licitações, com exigências que excluíram a chance de participação de outras concorrentes.

Em nota, o Grupo Serrana informou que, “em respeito ao sigilo judicial, todos os seus esclarecimentos e manifestações serão realizadas exclusivamente nos respectivos processos da Operação Mensageiro”.




28/04/2023 – Cultura FM

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