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Polícia Civil resgata vítima de sequestro em Criciúma em Operação Relâmpago

Em uma operação intensa e ágil, a Polícia Civil de Santa Catarina conseguiu resgatar uma jovem vítima de sequestro em menos de 24 horas. As autoridades divulgaram detalhes impressionantes em uma coletiva de imprensa na manhã de quinta-feira, 24 de agosto, revelando os momentos angustiantes do sequestro e o subsequente sucesso do resgate. A vítima, uma garota de 11 anos, foi libertada por volta das 23h da noite anterior. Ela estava encontrada à beira de uma estrada no município de Três Cachoeiras, no Rio Grande do Sul, com as mãos e os pés amarrados, além de estar vendada. Até o momento, uma pessoa foi detida, enquanto a investigação está em andamento para responsabilizar todos os envolvidos.

O delegado-geral, Ulisses Gabriel, enfatizou o excepcional desempenho da Polícia Civil em uma entrevista coletiva. Ele creditou o sucesso à equipe competente e à estratégia bem executada. “Temos uma equipe exemplar, cada um desempenhando seu papel de forma brilhante. Nossa instituição é uma referência nacional e está se preparando para ganhar reconhecimento internacional”, declarou o delegado-geral. Ulisses Gabriel também expressou gratidão pela colaboração entre as forças de segurança, que culminou no retorno seguro da jovem à sua família.

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, responsável pela Delegacia de Roubos e Antissequestros da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DRAS/DEIC), o sequestro ocorreu quando a garota e seu pai estavam chegando em casa após assistir a uma partida de futebol. Ao notar uma corrente no portão de entrada, o pai parou o carro na via pública, momento em que cinco criminosos em dois veículos os abordaram. Apesar da tentativa de reação por parte do pai, os criminosos conseguiram levar a garota. O primeiro contato dos sequestradores com a família ocorreu por meio das redes sociais, por volta das 6h. As equipes da DRAS e da Divisão de Investigação Criminal de Criciúma iniciaram imediatamente as diligências não apenas para resolver o crime, mas, acima de tudo, para garantir a segurança da vítima.

Durante o período em que esteve nas mãos dos sequestradores, aproximadamente 24 horas, a jovem permaneceu amarrada no porta-malas de veículos. Os criminosos utilizaram pelo menos três carros, incendiando um deles e abandonando os outros dois. A falta de um cativeiro fixo tornou a operação policial mais complexa, uma vez que aumentou os riscos para a vida da refém. O delegado Anselmo ressaltou que a limitação na divulgação de informações não tinha o objetivo de dificultar o trabalho da imprensa, mas sim de proteger a vida da vítima, uma vez que a exposição pública poderia aumentar o perigo.

O delegado explicou que, devido à gravidade da situação, foi necessário implementar um gerenciamento de crise, estabelecendo duas frentes de atuação: preservar a vida da vítima e negociar, identificar os criminosos e localizar os envolvidos. O delegado Anselmo enfatizou a importância da coleta de evidências para comprovar a autoria do crime, um trabalho essencial conduzido pela Polícia Científica.

O secretário adjunto, Freibergue Rubem do Nascimento, destacou a liderança dos delegados Anselmo Cruz e Yuri Miqueluzzi, ressaltando a colaboração entre as forças policiais que levou ao resultado positivo. O tenente-coronel Vilson Schlickmann, representando a Polícia Militar, destacou a atuação imediata da PM na busca da jovem, mobilizando recursos de inteligência e colaborando estreitamente com as outras forças de segurança.




24/08/2023 – Cultura FM

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