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Tráfico internacional usava "mulas" de SC para leva e traz de drogas do exterior, diz PF

Operação nesta terça-feira (20) cumpre dois mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Barra Velha

Agentes da Polícia Federal cumpriram dois mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (20) em Santa Catarina em uma investigação que apura o tráfico internacional de drogas. As ordens judiciais miram imóveis em Balneário Camboriú e Barra Velha, no Litoral.

Ainda não há informações sobre o que os policiais procuram nos endereços, mas o órgão disse que não há mandados de prisão no Estado. Também são cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias, sequestros e apreensões de imóveis e veículos de luxo, visando a descapitalização dos criminosos.

A Operação Duplo Risco, que envolve inclusive a Interpol, foi deflagrada em nível internacional. São sete mandados de prisão preventiva no Brasil e três na Europa, além de 80 ordens de busca e apreensão no Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Durante cinco anos de investigação, a Polícia Federal de Curitiba conseguiu identificar todo o modus operandi das quadrilhas. Foi possível identificar como ocorria o aliciamento das chamadas “mulas”, a preparação das malas com droga, a compra de passagens e hospedagens e os roteiros até a entrega do material para os traficantes no exterior.

Nesses cinco anos, os agentes monitoraram 84 envios de drogas ao exterior, principalmente Europa, Ásia e Oriente Médio. Destes, 54 resultaram prisão. 

A trama do crime

As pessoas aliciadas eram preparadas para se passarem por turistas e assim levar a droga para o exterior. Por vezes, as organizações criminosas convenciam as “mulas” para levarem os próprios filhos menores nas viagens, como mais uma forma de tentar ludibriar a fiscalização.

“Estes grupos causaram grave prejuízo social, uma vez que cooptam jovens que não possuem histórico criminal, geralmente pessoas de baixa renda, sob promessas de lucros fáceis e exorbitantes, iludindo-os com a possibilidade de viagens à Europa com todas as despesas pagas, inclusive aquisição de vestuário para a viagem”, diz a PF.

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico transnacional de entorpecentes, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem cumulativamente chegar a 33 anos de prisão.

A expressão Duplo Risco, que dá nome à operação, remete ao fato de que muitos dos aliciados viajaram do Brasil para a Europa transportando cocaína e, no retorno, traziam drogas sintéticas correndo, correndo o risco de serem presos duplamente em cada viagem.

Fonte – NscTotal / Foto – Policia Federal




20/09/2022 – Cultura FM

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