O caso que envolve o ministro timboense Marco Buzzi ganha um novo e grave desdobramento. Enquanto o magistrado segue afastado das funções e internado para tratamento de saúde, uma segunda denúncia de assédio sexual veio à tona desta vez dentro do próprio Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
Uma ex-secretária terceirizada do gabinete do ministro relatou ao Conselho Nacional de Justiça que sofreu investidas frequentes ao longo de todo o ano de 2025. Em depoimento gravado, a servidora afirmou que os episódios começaram com elogios considerados inadequados e evoluíram para toques físicos indesejados em diferentes espaços do gabinete. Segundo ela, o ambiente se tornou insustentável. A denunciante declarou que permaneceu no cargo por ser a única provedora da família, mas desenvolveu depressão e problemas de saúde em razão da situação.
A decisão de formalizar a denúncia ocorreu após a repercussão do primeiro caso, envolvendo o relato de uma jovem de 18 anos sobre um episódio em Balneário Camboriú. Além do depoimento, a ex-secretária apresentou uma gravação de conversa com a chefe de gabinete do ministro. No áudio, segundo a denúncia, teria sido sugerida apenas uma mudança de horário para evitar o contato com o magistrado, sem a adoção de providências disciplinares.
Três assessores confirmaram a versão apresentada pela vítima. Nos bastidores do STJ, ministros classificaram o caso como “abominável” e afirmaram que o tribunal se tornou cenário de um possível crime. A defesa de Marco Buzzi ainda não se manifestou sobre essa nova acusação.
O processo tramita sob sigilo rigoroso no Conselho Nacional de Justiça e também no Supremo Tribunal Federal. A nova denúncia intensifica a pressão institucional e pública por apuração rápida e eventual responsabilização, caso os fatos sejam confirmados.
Redação Cultura FM | Deive Leoni
Foto: Gustavo Lima/STJ/Divulgação









