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A obesidade, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública da atualidade, tem encontrado uma resposta mais rápida e estruturada em Santa Catarina. Dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina revelam um salto impressionante de 550% no número de cirurgias bariátricas realizadas na rede pública em 2025, em comparação com 2022. Desde 2023, já foram 3.815 procedimentos, garantindo atendimento em todas as regiões do estado e reacendendo a esperança de milhares de pacientes que aguardavam por uma nova chance de viver com mais saúde.
O avanço é resultado direto de uma estratégia adotada pelo governo estadual, sob orientação do governador Jorginho Mello, que priorizou a redução das filas e a ampliação da rede hospitalar. Em 2022, apenas seis hospitais realizavam o procedimento. Hoje, são nove unidades habilitadas, incluindo instituições que passaram a integrar o sistema público, fortalecendo a capacidade de atendimento e acelerando o acesso à cirurgia.
Somente em 2025, foram realizadas 2.228 cirurgias bariátricas. Um número seis vezes maior que os 343 procedimentos registrados em 2022. Entre os destaques está o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, além de outras unidades estratégicas em diferentes regiões. O Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville, é uma das referências no atendimento e acompanhamento de pacientes que buscam recuperar a saúde e a qualidade de vida.
E é justamente na vida das pessoas que esse avanço ganha significado. A agente de registros Naline Pires da Silva Borges, por exemplo, enfrentava diabetes e hipertensão quando decidiu passar pela cirurgia. Três meses depois do procedimento, já perdeu 17 quilos e comemora uma conquista que vai além da balança: a redução da dependência de medicamentos e a perspectiva de uma vida mais longa e saudável.
Especialistas reforçam que a cirurgia bariátrica é indicada apenas após tentativas de tratamento clínico sem sucesso e envolve acompanhamento completo, com nutricionistas, psicólogos e médicos. Mais do que promover o emagrecimento, o procedimento ajuda a reduzir doenças graves, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.
O crescimento expressivo no número de cirurgias representa não apenas estatísticas, mas uma mudança concreta na vida de milhares de catarinenses. É a saúde pública avançando, transformando filas de espera em histórias de superação e devolvendo dignidade a quem luta diariamente contra uma doença silenciosa, crônica e desafiadora.
Redação Cultura FM | Deive Leoni
Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC