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O céu escureceu mais cedo, o vento ganhou força e, em poucos minutos, a tranquilidade deu lugar ao caos. Um sistema de baixa pressão, acompanhado de ventos intensos e chuva volumosa, castigou cidades do Norte de Santa Catarina na tarde desta terça-feira, deixando um rastro de alagamentos, árvores arrancadas e famílias em alerta.
Os municípios mais atingidos foram Joinville, São Francisco do Sul, Araquari, Barra Velha e Garuva, onde a força da natureza mostrou, mais uma vez, sua capacidade de transformar rotina em preocupação.
Em Joinville, o maior município da região, a Defesa Civil contabilizou mais de 30 ocorrências em poucas horas. Ruas viraram rios nos bairros Costa e Silva, Pirabeiraba e Jardim Iririú. Motoristas ficaram ilhados, moradores observaram a água invadir calçadas e a sensação era de impotência diante do avanço rápido da enxurrada.
Mas foi o vento que trouxe as cenas mais impressionantes. Pelo menos 12 árvores caíram sobre casas, veículos e vias públicas, bloqueando o trânsito e colocando vidas em risco. Na SC-418, rodovia que conecta Joinville a Araquari, o cenário era de atenção redobrada: árvores atravessadas na pista e pontos de alagamento forçaram a interdição parcial do trecho, exigindo cautela dos motoristas.
Em São Francisco do Sul, o temporal chegou com ainda mais violência. Rajadas superiores a 80 quilômetros por hora arrancaram telhados no bairro Enseada e no Centro Histórico. Telhas espalhadas pelas ruas e moradores recolhendo pedaços de suas próprias casas traduzem o impacto do fenômeno.
O fornecimento de energia também foi atingido. A Celesc confirmou interrupções que deixaram milhares de unidades consumidoras no escuro, ampliando o sentimento de insegurança em meio ao temporal.
O episódio serve como um alerta claro: em questão de minutos, o clima pode mudar completamente o cenário e a rotina de uma região inteira. Para muitas famílias, a noite foi de limpeza, avaliação de danos e, principalmente, de alívio por terem escapado sem consequências mais graves.
Enquanto o sol volta a aparecer timidamente, fica o trabalho silencioso de reconstrução e a certeza de que, diante da força da natureza, a prevenção e a atenção continuam sendo as maiores aliadas da população.
Redação Cultura FM | Deive Leoni
Foto: Divugação/Barra Velha Online