Entre articulações discretas, reuniões reservadas e intensas análises de bastidores, o calendário eleitoral começa a impor a primeira grande realidade para quem pretende disputar as eleições de 2026. No início de março, será aberta a chamada janela partidária — período que permite a troca de partido para ocupantes de cargos eletivos sem risco de perda de mandato.
Até o começo de abril, todos os pré-candidatos precisam estar devidamente filiados a uma legenda. A regra vale inclusive para aqueles que ainda não integram nenhuma sigla. O prazo deve reorganizar o cenário político catarinense e estabelecer, de forma concreta, “quem é quem” no tabuleiro eleitoral. A tendência é de aceleração nas negociações nas próximas semanas.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que também preside o Partido Liberal (PL) no Estado, já iniciou esse movimento. Ele reservou uma noite recente da agenda para avaliar nomes e possíveis filiações. Além do PL, atua na articulação e fortalecimento de outras siglas, como o Podemos e o Republicanos.
O mesmo processo de análise deve ocorrer entre os demais presidentes partidários em Santa Catarina, com foco principal na formação das nominatas para deputado estadual e federal. Paralelamente, seguem as conversas sobre a disputa majoritária, que envolve o Governo do Estado e as vagas ao Senado.
Na prática, o período da janela partidária será determinante para o resultado das urnas em outubro de 2026. A composição das chapas e a estratégia de filiações podem ampliar ou reduzir o potencial eleitoral de cada partido. Em um cenário de cálculos complexos, escolhas equivocadas podem custar caro — e significar menos vitórias no próximo pleito.









