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Uma negociação de compra e venda de veículo que tinha tudo para dar certo acabou virando caso de polícia na tarde de terça-feira (3), em Indaial. Dois homens se desentenderam após caírem no famoso “golpe do intermediário” envolvendo uma motocicleta Honda Bros. O prejuízo financeiro chegou a R$ 3 mil.
A Polícia Militar fazia rondas pela cidade por volta das 13h50min quando foi parada por um homem na rua. Ele relatou aos policiais que estava sendo impedido de ir embora por outra pessoa logo após tentar finalizar a compra de uma moto.
Quando a guarnição foi conversar com os dois envolvidos, a verdadeira história veio à tona: nenhum dos dois era o criminoso, mas sim vítimas de um estelionatário que armou toda a situação à distância.
O verdadeiro proprietário da moto contou que havia anunciado o veículo em uma plataforma de vendas na internet. Um golpista entrou em contato demonstrando interesse e disse que mandaria um suposto “parente” para avaliar a moto pessoalmente.
Do outro lado, esse mesmo golpista já estava conversando por aplicativo de mensagens com o comprador interessado, se passando pelo dono da moto. O comprador foi até o local, avaliou o veículo, gostou e fez uma transferência via Pix, no valor de R$ 3.000,00, para a conta indicada pelo golpista.
A confusão começou justamente na hora de ir embora. O comprador achou que tinha pago a moto e tentou sair com ela, mas o verdadeiro dono interveio porque o dinheiro nunca caiu na conta dele. Foi só nesse momento do desentendimento que eles perceberam que o valor foi parar no bolso do intermediário. A guarnição registrou o boletim de ocorrência para que o caso seja investigado
Alerta da Polícia Militar
Aproveitando a situação, a PM reforçou um alerta importante para a população sobre o aumento de fraudes em plataformas digitais.
A orientação é clara: na hora de fechar negócio, compradores e vendedores devem sempre conversar abertamente para confirmar a identidade de quem está ali presencialmente. Além disso, as transferências financeiras devem ser feitas exclusivamente para a conta bancária no nome do legítimo proprietário do bem.
Redação Cultura FM | Julian Vilvert
Foto: arquivo Cultura FM