MENU



A WEG, gigante global do setor com sede em Jaraguá do Sul, deu um passo ousado rumo ao futuro da indústria ao anunciar, durante a Hannover Messe 2026, uma parceria estratégica com a SpinDrive para o desenvolvimento de motores elétricos com mancais magnéticos ativos,tecnologia que permite o funcionamento sem contato físico entre as peças internas.
Na prática, o sistema substitui os mancais convencionais que sofrem desgaste e exigem lubrificação por campos magnéticos que mantêm o eixo do motor suspenso no ar. O resultado é um equipamento que praticamente elimina atrito, reduz a necessidade de manutenção e dispensa o uso de óleo, um avanço significativo em eficiência e durabilidade.
Além de reduzir custos operacionais e paradas para manutenção, a tecnologia traz ganhos importantes de desempenho. Com menor resistência interna, os motores podem operar em velocidades mais altas e oferecer maior potência em estruturas mais compactas. Isso permite às indústrias otimizar espaço e aumentar a produtividade.
Outro destaque é a integração com sistemas digitais. Os motores equipados com a tecnologia da SpinDrive contam com monitoramento em tempo real via internet, permitindo identificar falhas antes que se tornem problemas críticos um diferencial importante para operações que não podem parar.
A inovação também atende a demandas ambientais cada vez mais rigorosas. Sem óleo, elimina-se o risco de vazamentos e descarte de resíduos, enquanto a redução do atrito contribui para menor consumo de energia. “A parceria reforça nossa estratégia de acelerar a descarbonização industrial com soluções mais eficientes”, destacou Rodrigo Fumo, vice-presidente global de Motores Industriais da WEG.
Para a SpinDrive, a união representa a oportunidade de escalar globalmente uma tecnologia já consolidada, aproveitando a estrutura industrial e a rede de distribuição da WEG. Segundo o CEO da empresa finlandesa, Janne Heikkinen, a parceria permitirá levar a solução a milhares de aplicações ao redor do mundo.
Os primeiros setores a se beneficiar devem ser aqueles com alta exigência operacional, como alimentos e bebidas, mineração, petroquímica, energia e saneamento — áreas onde falhas, contaminação ou paradas geram grandes prejuízos.
Mais do que um avanço técnico, a iniciativa sinaliza uma mudança de paradigma: motores que praticamente não param de funcionar. Uma promessa que pode transformar o conceito de eficiência dentro das fábricas modernas.
Redação Cultura FM | Deive Leoni
WEG / divulgação