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Um acidente gravíssimo chocou motoristas que trafegavam pela BR-470, em Navegantes, na tarde desta sexta-feira (24). O motociclista Adilton Ribeiro, de 35 anos, teve o rosto severamente cortado por uma linha com cerol enquanto retornava do trabalho.

Adilton trafegava pela rodovia quando foi atingido pela linha, que estava esticada e era praticamente invisível em velocidade. Mesmo com o corte profundo no rosto, o condutor conseguiu manter o controle da moto, evitando uma queda sob o fluxo de veículos da rodovia. Ele foi socorrido e encaminhado à unidade de saúde, onde precisou passar por um procedimento de sutura com cerca de 100 pontos.
Prática proibida e letal
O cerol, mistura de cola com vidro moído, é proibido em Santa Catarina pela Lei Estadual nº 11.698. A legislação visa proteger ciclistas e motociclistas, que são as principais vítimas desse material que se transforma em uma lâmina de alta precisão.
O incidente com Adilton traz à tona lembranças de uma tragédia ocorrida há pouco mais de um ano na mesma rodovia. Em março de 2025, o jovem Luiz Eduardo Scloneski, de 21 anos, não teve a mesma sorte. Ele trafegava com sua esposa na garupa quando foi atingido por uma linha de cerol e morreu decapitado às margens da BR-470.
Na época, a investigação da Polícia Civil de Navegantes apontou que a linha pertencia a duas crianças de 8 anos e uma de 11, que brincavam sozinhas próximo à rodovia. O material cortante havia sido adquirido em um comércio local. Apesar do choque, os familiares não responderam legalmente pelo incidente ou pela falta de supervisão dos menores no local.
Autoridades reforçam a necessidade do uso da antena corta-pipa. O item é a única defesa física eficaz para interromper a linha antes que ela atinja o pescoço ou o rosto do motociclista.
Fotos: reprodução / redes sociais
Redação Cultura FM | Julian Vilvert