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Governo atrasa pagamentos de subvenção do diesel e gera incerteza no setor de combustíveis

O plano do governo federal para segurar o preço do óleo diesel em meio à guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel enfrenta o seu primeiro grande obstáculo: o atraso nos pagamentos. Até o momento, nenhuma empresa que aderiu ao programa de subvenção recebeu os valores prometidos. O primeiro prazo para o acerto de contas, referente às vendas de março, venceu no dia 30 de abril sem que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizasse qualquer depósito.

O programa funciona assim: para manter o preço nas bombas mais baixo, o governo prometeu pagar R$ 1,52 por litro de diesel importado e R$ 1,12 por litro do nacional às empresas que aceitarem vender o produto abaixo de um preço-teto. A Petrobras já confirmou que enviou toda a documentação, mas ainda não viu a cor do dinheiro. A ANP justifica o atraso dizendo que precisa de um acordo com a Receita Federal para conferir as notas fiscais, algo que ainda está sendo “elaborado”.

Esse atraso gera um efeito dominó de desconfiança no setor. Grandes distribuidoras como Ipiranga e Raízen continuam fora do programa por medo de prejuízos no fluxo de caixa. Já as empresas que aderiram reclamam que o prazo de pagamento, que era de 15 dias, subiu para 30 e, agora, nem esse está sendo cumprido.

O diesel S-10 chegou a custar R$ 7,58 no pico da crise e hoje está na casa dos R$ 7,28. O valor ainda é quase R$ 1,20 mais caro do que antes do início dos conflitos no Oriente Médio.

Sem o pagamento do subsídio, o risco é de que as empresas desistam de segurar os preços, repassando a alta integral para o consumidor final. Enquanto o governo e a ANP não resolvem o impasse burocrático, o caminhoneiro e o motorista seguem pagando a conta da incerteza.

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Redação Cultura FM | Julian Vilvert




07/05/2026 – Cultura FM

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