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Marco Buzzi deixou de receber verbas extras após três meses afastado do cargo.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a remuneração do ministro catarinense Marco Buzzi, afastado desde fevereiro após denúncias de assédio e importunação sexual. Com a suspensão dos chamados “penduricalhos”, o salário líquido do magistrado caiu de cerca de R$ 100 mil para aproximadamente R$ 35 mil mensais.
Segundo informações, até abril Buzzi continuava recebendo valores integrais, incluindo verbas indenizatórias e pagamentos extras, mesmo afastado das funções. Uma regra do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prevê a suspensão desses benefícios em casos de afastamento de magistrados. Os cortes atingiram principalmente auxílios e pagamentos eventuais. Os valores referentes a indenizações caíram de cerca de R$ 20 mil para pouco mais de R$ 600. Já outra parcela ligada a pagamentos retroativos, férias e serviços extraordinários foi zerada.
Natural de Timbó e atualmente o único catarinense no STJ, Marco Buzzi é investigado em pelo menos dois episódios. Em um dos casos, uma jovem de 18 anos afirma ter sido vítima de importunação sexual em uma praia de Balneário Camboriú no início deste ano.
Além disso, uma ex-servidora terceirizada do gabinete do ministro relata ter sofrido assédio em pelo menos quatro ocasiões. As denúncias deram origem a um Processo Administrativo Disciplinar no STJ e também são alvo de investigação criminal no Supremo Tribunal Federal.
Em manifestações divulgadas à imprensa, a defesa de Marco Buzzi afirma que as acusações não possuem provas e sustenta que o ministro “não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória”.
Redação Cultura FM | Veronica Moser Ewald
Foto: Arquivo Cultura