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Tragédia que matou oito pessoas segue sob investigação e processo continua em sigilo
Um ano após a queda do balão que matou oito pessoas em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, o caso ainda não tem responsáveis apontados pela Justiça. O acidente ocorreu na manhã de 21 de junho de 2025, durante um voo turístico com 21 ocupantes. Treze pessoas sobreviveram e as famílias das vítimas seguem aguardando respostas sobre as causas da tragédia.
Segundo as investigações, o balão pegou fogo poucos minutos após a decolagem. O piloto iniciou uma descida de emergência e os ocupantes foram orientados a saltar quando a estrutura se aproximou do solo. Com a saída de parte dos passageiros, o balão ficou mais leve e voltou a subir. Quatro pessoas morreram após se lançarem de grande altura e outras quatro morreram carbonizadas quando o cesto caiu em chamas.
Entre as vítimas estavam moradores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, incluindo um casal de Joinville, mãe e filha de Blumenau, um médico, um professor de patinação e um casal gaúcho que visitava a região.
O primeiro inquérito foi encerrado em outubro de 2025 sem indiciamentos. Na época, a Polícia Civil concluiu que não havia provas suficientes para apontar conduta dolosa ou culposa que tivesse provocado o incêndio. Porém, o caso foi reaberto um mês depois e continua sendo apurado.
O Ministério Público de Santa Catarina informou que as investigações seguem em andamento e sob segredo de Justiça. Uma das diligências consideradas importantes para esclarecer as circunstâncias do acidente ainda não foi concluída. A expectativa é pela realização de uma reconstituição técnica do ocorrido, que deverá contar com peritos oficiais e assistentes indicados pelas famílias das vítimas.
A tragédia acelerou a criação de novas normas para o balonismo comercial no Brasil. Desde dezembro de 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) passou a exigir inspeções técnicas, equipamentos obrigatórios de segurança, seguro para passageiros, cadastro de operadores e maior controle sobre pilotos e empresas.
Atualmente, 88 operadores estão autorizados a realizar voos comerciais no país e 25 municípios possuem autorização para a atividade, incluindo quatro cidades catarinenses. A Anac prevê concluir a regulamentação definitiva do setor até 2028.
Conhecida nacionalmente pelos cânions e pelos passeios de balão, Praia Grande continua tendo o turismo como principal atividade econômica. Mesmo com a retomada dos voos e as novas exigências de segurança, a maior tragédia da história do balonismo brasileiro permanece sem uma conclusão definitiva.
Redação Cultura FM | Veronica Moser Ewald
Foto: Arquivo Cultura