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CIDASC alerta para eliminação obrigatória de maracujazeiros; veja o calendário por região

Santa Catarina se prepara para iniciar mais um período de vazio sanitário do maracujá, medida obrigatória para conter o avanço da virose do endurecimento dos frutos. Durante cerca de um mês, os agricultores devem eliminar completamente todas as plantas vivas de maracujá-azedo do solo para interromper o ciclo de reprodução do vírus.

O estado é o terceiro maior produtor de maracujá do país, atividade que garante o sustento de cerca de mil famílias. Para respeitar as diferenças de clima e colheita, o calendário foi organizado de forma escalonada.

Confira o calendário por regiões:

  • Litoral Norte e Extremo Sul (Região I) | De 1º a 30 de julho: A regra começa a valer primeiro para as cidades do Litoral Norte e cidades próximas (região de Joinville, Jaraguá do Sul, Araquari, São Francisco do Sul, Itapoá, etc…) e para os municípios do Extremo Sul Catarinense (região de Araranguá e Criciúma).

  • Baixo e Médio Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Litoral Sul (Região II) | De 11 de julho a 9 de agosto: O segundo bloco engloba o Baixo e Médio Vale do Itajaí (incluindo Blumenau, Gaspar, Indaial, Timbó e Itajaí), a região do Litoral Central na Grande Florianópolis, e a microrregião de Tubarão e Laguna, no Litoral Sul.

  • Oeste, Meio-Oeste, Planaltos e Alto Vale (Região III) | De 21 de julho a 19 de agosto: Por fim, a medida atinge todo o interior do estado, cobrindo os municípios do Grande Oeste, Meio-Oeste, Planalto Serrano, Planalto Norte e o Alto Vale do Itajaí.

Alerta Importante aos Produtores

Durante os períodos descritos, fica proibido manter maracujazeiros vivos ou implantar novos pomares. A única exceção é para viveiros de mudas protegidos comercialmente e que sigam as normas exigidas de isolamento, como telas antiafídeos.

A Cidasc reforça que não basta apenas cortar os pés de maracujá. A planta precisa ser totalmente arrancada da terra. Caso as raízes permaneçam, haverá rebrote, permitindo que os pulgões transmitam novamente a doença para as mudas novas, inutilizando os frutos e gerando perdas que podem chegar a 60% da produção do pomar.

Foto: Depto Regional de Criciuma/Cidasc

Redação Cultura FM | Julian Vilvert




25/06/2026 – Cultura FM

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